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Ganhei uma irmã

Nós duas, salto de paraglider.

Ganhei uma companheira,
Que me ajudou a sonhar mais alto.
Aprendeu também nos saltos,
Que se vive pra sonhar,
E agora segue a vida enfim realizar.

Eu ganhei uma irmã:
Nas desordens desta vida
Para ao lado dela viver.
Diversos momentos
Dos incríveis aos difíceis,
Dos mais fáceis aos mais tristes,
Mas dos quais não vamos esquecer.

Eu ganhei uma irmã:
Pra vê la crescer,
Porém propositalmente quase gêmea
O que as vezes nos fez enlouquecer.

Ela que nasceu
Logo depois do meu primeiro aniversário,
As vezes seguindo os mesmos passos,
Que até esqueço nas histórias da infância
Com qual das duas foi o fato.

Ela que compartilhou comigo:
Pai, mãe,
Infância, adolescência,
Escola, amigos,
E segredos escondidos.

Tenho uma irmã,
Que mesmo distante se faz presente.
O nosso elo é persistente
Que não há mais de separar.
E o que mais quero nessa vida,
É vê la os sonhos alcançar.

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O que você queria ser quando era criança?

Quando eu era criança tinha vários sonhos: sonhei em ser cantora, dançarina, pianista, e professora. Depois que aprendi a ler e a escrever, sonhei em ser escritora (escrevi até um livro de romance quando tinha uns 10 anos). Os anos foram passando, algumas habilidades desenvolvidas e outras ficaram guardadas num canto. 

Com o tempo, comecei a desejar outras coisas, ser jornalista, redatora, historiadora, astróloga ou psicóloga. Atividades que refletem o que sou, já que eu sempre escrevi com o coração,  tenho curiosidade sobre comportamento humano, social e o que motiva cada indivíduo. 

Então, quando bateu o momento da escolha, resolvi procurar um curso que achava que teria maior empregabilidade. Não fui escrever, e não fui atender, resolvi ser publicitária. 

No auge dos 18 anos, a gente se perde nas mudanças, afinal estava no início da caminhada, acabei bloqueando algumas características, e achei que não era criativa, comunicativa, impositiva, achei diversas coisas, no entanto hoje sei que muitas habilidades podem ser desenvolvidas, e que talvez algumas situações eram cobranças excessivas, para ser a profissional perfeita. Aí, de ano em ano na faculdade, acabei me adaptando e encontrei bons empregos, lugares onde cresci pessoalmente e profissionalmente.

Então, de lá para cá, foram mais de 10 anos. Sou grata e tenho orgulho da minha trajetória. Porém, alguns desejos estavam escondidos ali no cantinho da vida.

E um dia me perguntaram: O que você queria ser quando era criança?

Essa pergunta pairou no ar,  iniciei uma nova jornada: escrevi textos e poesias, fui buscar novas áreas de estudos. Tenho vivido isso há uns 3 anos, um enorme horizonte se abre a cada nova experiência, tem sido incrível.

Por fim, deixamos de fazer muitas atividades por não acreditar no nosso potencial, ou porque não traz dinheiro, e tantas outras razões e necessidades que nos fazem mudar a rota. Por isso, hoje resolvi resgatar esse desejo de escrever. 

E para você: qual sonho ainda faz sentido e é possível consegue resgatar?

Vivendo dias difíceis

Fonte: https://pxhere.com/pt/photo/952381

Quando o mundo chegou neste formato?
Ou será que sempre foi assim?
Que será sempre necessário lutar
Para que haja justiça no fim?

Não podemos ser uma sociedade que queira colaborar?
Que cresce e reconhece preconceitos?
E com isso revê, seus planos e conceitos.
Para um dia essa luta ganhar,
Quantas vidas vamos perder?
Pra você perceber, que cor, classe ou qualquer diferença,
Não faz ninguém menor que você.

Somos muitos bons,
Porém os maus fazem barulhos.
Somos muitos indignados,
e poucos protestando lado a lado.

Vivemos imersos, no medo letárgico.
Que não nos move nesta luta,
Talvez, porque existem muitas batalhas.

Difícil descrever

Foto: Rio de Janeiro – Abril 2017

É sempre difícil colocar a vida em palavras:
O que se vive e se sente,
Tem um gosto tão particular,
Tem anseios específicos, um tanto diferente,
E vontades sem explicar!

É difícil descrever,
A plenitude por exemplo:
Não é um êxtase de felicidade,
E sim, a tranquilidade da paz.
Que mesmo em um mundo barulhento,
A mente um pouco bagunçada
É possível ter a sensação,
De se sentir reconectada.
Saber que aqui é o agora, é o certo.
Nem sempre dura muito,
Mas é reconfortante, e acalenta a alma.

É difícil descrever,
Como as pequenas coisas da vida surpreendem.
E como é possível reparar nas mesmas coisas diariamente?
Reparar no pôr do sol,
No barulho das ondas do mar,
Ou na alegria de poder dançar.
São pequenas satisfações que aliviam a mente,
E então nós desconecta por alguns segundos,
Trazendo inspiração para seguir em frente.

Vamos ter fé

Mãos em oração – Fonte https://pxhere.com/

É gente importante tendo chilique.
E segurança que não se transmite.
Uma educação que mal sobrevive.
Mais um tiro, e alguém não resiste.
Todo dia uma notícia triste.

Mas vamos ter fé!

Belas praias e lindos rios, ainda tem.
Para alguns animais que sobrevivem,
Sobram as que florestas nos restam.

Por outro lado temos:
cidades grandes, pequenas,
históricas e modernas,
E com várias culturas que de muitas formas se manifestam.

Dizem que Deus é desse lugar!
Então como pode uma terra dessa,
Neste estado chegar?

Um povo que trabalha,
Cantando pra não desanimar.
Vou dar graças a Deus,
Porque eu ainda tenho onde trabalhar

E trabalha dia e noite
Tentando não desanimar,
Se mantêm em pé,
Porque com fé em Deus
vai melhorar!

Assim se passam os anos.
Uns bons outros nem tanto,
Que passam entre risos e prantos,
Mas o povo não desiste,
porque Deus vai sustentar.

Aí se não tivesse fé,
esperança ou no que acreditar.
Ainda não estaria de pé,
Porque o outro dia não ia aguentar.

Somos um povo,
Com esperança travestida
De fé.
Então vamos suportar,
Não se sabe outro jeito de lutar,
Então, se Deus quiser vamos superar.

Não é necessário dizer, o sentimento deste poema, feito o ano passado, mas que continua e reascende nos últimos dias.

Reconstrução

Foto: El Chaltén – Argentina – Maio 2019

Antes eu olhava pro mundo e tinha medo dele.

E então eu comecei olhar para dentro de mim, e assim me fortalecer.

Foi um passo difícil, porque não tem fim.

É derrubar toda um construção, para depois reconstruir, de uma maneira diferente e as vezes desconhecida.

Vendo e revendo valores, e experiências. E entender que nem tudo que conheço é visto do meu jeito.

E assim, confrontar a vida, confrontar o conhecido, e não aceitar aquilo que foi dito como certo, mas hoje não me serve.

E agora eu tenho mudar minha interação, com o mundo, ressignificar relações, reviver cada memória e trocar as caixinhas de lugar.

Não esquecer de aprender a me amar, e enfrentar medos e sentimentos de não pertencimento, deixar de guardar pensamentos com medo de julgamentos.

Então colocar constantemente cada pecinha no tempo da vida, porque somos seres em constante evolução.

E, até que um dia de talvez de sol, cinzento ou de chuva, a morte nos leva e só deixamos as ações que fizemos, as relações que construímos e as lembranças em quem marcamos.

Os dias passam…

Foto: Pôr do Sol Arraial do Cabo – RJ – Abril 2017

Os dias passam, e mal conseguimos despertar para o que ocorre em nossa volta. 

Não sentimos o que o nosso coração quer dizer.

Não nos compadecemos com a dor do outro, e as vezes não enxergamos os nossos próprios medos.

Os dias passam, e vivemos como robôs em modo automático.

Então, quando vejo um pôr do sol me desperto para o hoje, quando vejo as flores nas árvores acordo para o agora, e mesmo pensar nas injustiças que causamos, me empurra para o momento. 

E assim, tentando despertar desde modo em que vivemos.

Maldade Humana

Foto: Buenos Aires – Argentina – Maio 2019

Às vezes não sabemos 
Como lidar com a maldade humana,
Que nos aflige e chateia,
Entristece e também semeia
Um desejo latente de vingança.
É preciso tomar cuidado 
para não confundir a nossa cabeça.
Já que é tão difícil converter um coração!
Então para cada maldade humana
Vamos contar uma boa ação?
Um dia quem sabe estes aprendem uma lição.
Que de maldade em maldade,
Não se anda pra frente.
Há sempre um relato de uma história que acaba tristemente.
E por fim quando alguma maldade vier,
realize o bem quando puder.
O bem alimenta o nosso coração e mente,
E atrai pessoas diferentes.
Pessoas que só querem gratidão 
E um mundo melhor para toda essa gente.

Vontade de Ser Feliz

Tenho acordado com uma vontade de ser feliz. Não uma felicidade hipotética, e sim daquela de aproveitar cada momento.
A felicidade de redescobrir a alegria de dançar, de cantar, de ver o sol se pôr, de acumular sabedoria.
A satisfação de aprender a dizer não, a arte de amor próprio, do autoconhecimento e selecionar melhor as companhias.
Compreender o que é paz interior, quando se desenvolve a empatia, e assim aprender que cada um doa aquilo que tem, e as vezes não era aquilo que a gente queria.
Eu quero ser feliz, perder o medo de recomeçar, então recomeçar mesmo com receio, e desejar algo novo, e de novo, e mesmo assim tentar.
Eu acordei com uma vontade de sair desta inércia, desses dias automáticos, que quando a gente percebe o tempo já passou, nos sufocou e ficando só a frustração.
Eu acordei, buscando algumas mudanças, para enfim despertar e e ser feliz.

A Cor da Vida

Desde que aprendi a escrever, eu escrevo textos e poemas que nunca publiquei postei ou divulguei, era uma vontade guardada lá no cantinho das vontades. Então, neste último ano alguns desejos antigos despertaram, e este foi um. Até me inscrevi em alguns concursos de poesias, e consegui publicar um poema.

A Cor da Vida, veio para preencher esta vontade, escrever para alguns traz luz, força, dá voz para os momentos que a fala não resolve, este é o meu caso. O nome A Cor da Vida quando escrito junto acordavida.com, me lembra que este momento é o despertar para novas experiências.

Por isso, neste momento decidi começar a publicar em um blog, algumas coisas, normalmente escrevo com emoção, e quero compartilhar, experiências, desejos e anseios que são comuns para todos nós.